O banco digital lucrou US$ 894,8 milhões no quarto trimestre, ampliou a carteira de crédito para US$ 32,7 bilhões e mostra como o celular virou o centro da vida financeira de milhões de brasileiros.
O Nubank voltou a crescer forte e fechou 2025 com 131 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia. No quarto trimestre, o banco digital teve lucro líquido de US$ 894,8 milhões, alta de 50% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita total chegou a US$ 4,86 bilhões, enquanto a carteira de crédito avançou para US$ 32,7 bilhões.
Em poucas palavras
- O Nubank terminou 2025 com 131 milhões de clientes.
- O lucro líquido do quarto trimestre foi de US$ 894,8 milhões.
- A alta do lucro foi de 50% em um ano.
- A receita total do trimestre chegou a US$ 4,86 bilhões.
- A carteira de crédito cresceu 40%, para US$ 32,7 bilhões.
- A inadimplência acima de 90 dias ficou em 6,6%.
O que aconteceu
O resultado mais recente do Nubank mostrou que o banco digital continua crescendo em escala grande. A empresa terminou o quarto trimestre de 2025 com 131 milhões de clientes nos três países em que atua. Ao longo do ano, adicionou 17 milhões de novos clientes, reforçando a presença do aplicativo na rotina financeira de milhões de pessoas.
No mesmo trimestre, o lucro líquido subiu para US$ 894,8 milhões, contra US$ 552,6 milhões um ano antes. A receita total avançou 45% e bateu US$ 4,86 bilhões. Outro dado importante foi o retorno sobre patrimônio, que chegou a 33%, sinal de uma operação mais rentável.
A carteira de crédito também cresceu forte. O total passou para US$ 32,7 bilhões, com alta de 40%. Ao mesmo tempo, a inadimplência acima de 90 dias ficou em 6,6%, levemente abaixo da registrada um ano antes. Isso mostra que o banco conseguiu crescer sem deixar o risco sair muito do controle.
Por que isso importa
O crescimento do Nubank não é só uma notícia de empresa grande. Ele ajuda a mostrar como o brasileiro mudou a forma de lidar com dinheiro. Hoje, muita gente abre conta, paga boleto, movimenta o cartão, acompanha limite, investe e pede crédito direto no celular, sem depender de agência e sem querer relação complicada com banco.
Isso ajuda a explicar por que um banco digital consegue crescer tão rápido. O celular virou o centro da vida financeira. Quem ocupa esse espaço primeiro ganha frequência de uso, mais confiança do cliente e mais espaço para vender novos produtos. No caso do Nubank, a receita média mensal por cliente ativo chegou a US$ 15, sinal de que a base não cresce só em número, mas também em uso real.
Esse avanço também pressiona o mercado inteiro. Quando um banco digital cresce nessa velocidade, os concorrentes precisam responder com aplicativo melhor, atendimento mais simples, menos burocracia e produtos mais claros. No fim, isso muda o padrão do setor e o que o cliente passa a exigir de qualquer banco.
Quem sente isso primeiro
Quem sente isso primeiro é o consumidor comum, principalmente quem já resolveu quase toda a vida financeira pelo celular. Esse público passou a comparar banco por experiência, clareza, limite, atendimento, rendimento e facilidade para resolver problema.
Também sente primeiro quem está entrando agora no sistema financeiro ou quer fugir de tarifa, papelada e atendimento ruim. O crescimento dos bancos digitais ajuda a puxar esse público porque a entrada costuma ser mais simples e a comunicação, mais direta.
Do outro lado, bancos tradicionais e outras fintechs também sentem rápido. Quando uma empresa ganha essa escala, ela força o mercado a melhorar produto, reduzir atrito e disputar espaço dentro do app, que hoje vale quase tanto quanto agência valia antes.
O que pode mudar agora
O primeiro efeito é o avanço dos bancos como plataforma. Em vez de ser só conta e cartão, o aplicativo vira lugar de pagamento, investimento, empréstimo, seguro e consumo. Quanto mais gente permanece nesse ecossistema, maior o poder da empresa de oferecer novos serviços.
O segundo efeito é a disputa por crédito. Com uma carteira de US$ 32,7 bilhões, o Nubank mostra que não está só crescendo em conta digital. Está aprofundando a relação financeira com o cliente, o que traz oportunidade, mas também exige mais atenção com endividamento e risco.
O terceiro efeito é cultural. O brasileiro já não olha banco apenas como lugar para guardar dinheiro. Cada vez mais, banco virou ferramenta do dia a dia. E esse movimento ajuda a explicar por que instituições digitais passaram a ter tanta influência sobre consumo, crédito e comportamento financeiro.
O número que resume a história
O número mais forte aqui é 131 milhões. Esse é o tamanho da base de clientes que o Nubank atingiu no fim de 2025. É um número que mostra escala, hábito e presença no cotidiano de uma parte enorme da população.
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O avanço do Nubank mostra que a mudança no jeito de lidar com dinheiro não é mais tendência, e sim rotina. Com lucro forte, base gigante e mais crédito circulando dentro do app, o banco digital ajuda a contar uma história maior: a de um Brasil que faz cada vez mais a vida financeira na tela do celular.